anoitece. o céu é de sangue.
sob o grafismo luzente
do sol nas águas, assim também o mar.
num silêncio pesado
toma para si as dores de todos os que nele
viveram ou morreram em mágoa.
a noite é de luto.
meu olhar distante evoca a nau
em que embarcarei meu coração.
longe pressinto a respiração do meu destino.
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7 comentários:
Do mar das naus da interioridade. Belíssimo
que as correntes a levem aos mares solares, em harmonia com o sopro do criador.
belo poema!
que o destino se renda
ao s pólen s
ao riso,
beijo
~
presságio da noite. que a manhã desvanece. assim se deseja...
(que o sol da manhã também se espelha nas águas)
gostei muito. desses reflexos dolentes.
beijos
Esta nossa nau de pressentimentos... Ali ao largo. De nós.
Um beijo, Maria M.
Pressentir a vida no anoitecer do coração. A melancolia a escorrer nas palavras.
Um beijo.
Os pressentimentos da noite. Os presságios. Os desejos...
Bom poema, Maria M. Um beijo.
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