14 de Abril de 2009

anoitece. o céu é de sangue.
sob o grafismo luzente
do sol nas águas, assim também o mar.
num silêncio pesado
toma para si as dores de todos os que nele
viveram ou morreram em mágoa.
a noite é de luto.
meu olhar distante evoca a nau
em que embarcarei meu coração.

longe pressinto a respiração do meu destino.

7 comentários:

hfm disse...

Do mar das naus da interioridade. Belíssimo

VFS disse...

que as correntes a levem aos mares solares, em harmonia com o sopro do criador.

belo poema!

~pi disse...

que o destino se renda

ao s pólen s

ao riso,



beijo



~

heretico disse...

presságio da noite. que a manhã desvanece. assim se deseja...

(que o sol da manhã também se espelha nas águas)

gostei muito. desses reflexos dolentes.

beijos

Licínia Quitério disse...

Esta nossa nau de pressentimentos... Ali ao largo. De nós.

Um beijo, Maria M.

Ana disse...

Pressentir a vida no anoitecer do coração. A melancolia a escorrer nas palavras.

Um beijo.

Graça Pires disse...

Os pressentimentos da noite. Os presságios. Os desejos...
Bom poema, Maria M. Um beijo.