21 de Abril de 2009

escutaste a voz cortante do vento
aos volteios na curva do teu rosto:
.................................orfandade
dos homens confinados ao nada
.

rasgaste o céu despido de astronauta
numa noite como rio de nebulosas
de incertezas humanas
sobre a desordem pouco natural
das coisas.

se pudesses rasgarias o universo
inteiro.

5 comentários:

heretico disse...

belo. e contido. a ranger (des)esperanças...

beijos

~pi disse...

verde verde fui

cinza e verde (ainda

serei,

a romper das trevas, sim,




beijo




~

Ana disse...

Entre o vento e a noite, um universo rasgado de poesia.
Um beijo , maria m.

Graça Pires disse...

a voz do vento. A orfandade dos homens. A desordem das coisas.
Um belo poema, Maria M.
Beijos.

hfm disse...

Como gostaria de ter escrito os últimos dois versos!