29 de Abril de 2009

refaço o caminho da rebentação das águas.
nebulosa translúcida preenche os espaços
vazios do tempo. emergem fragmentos,
agarram os dedos até aos ossos. soçobram
outros de teimosia no tumulto das ondas.
suspeitava eu que da memória pouco sabia.

5 comentários:

hfm disse...

E saberemos? ela é tão caprichosa! Belíssimo.

Ana disse...

Refazer o caminho que a memória nos ensina.

Um beijo, Maria M.

~pi disse...

voltar

à rebentação

seguir

devagar

a

palavra a

chama

da

seda :)




beijo






~

Graça Pires disse...

Refazer o caminho da memória através do lugar onde as águas invadem as palavras.
Gostei imenso do poema.
Um beijo Maria M.

heretico disse...

bela a rebentação das águas. no corpo do poema...

beijos