amanhecer raro este de
assombro de pássaros nos beirais
nos ramos desta primavera tardia
com seu trinado de improviso.
contam histórias de flores à beira da estrada
semeadas pela força de um vento árido
de pinhais imensos dourados
em dias de sol condescendente
e depois as searas tresloucadas
por meio das aldeias brancas
de casinhas térreas e os meninos
girando piões até às nuvens
do mel escorrendo as encostas
por terra arenosa e as dunas
a anunciar o espantoso mar
as reverberações das vagas frias
de borboletas esfusiantes asas lapidadas
e coração inocente de ventos e temporais
do esplendor de uma fulguração quotidiana.
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5 comentários:
lindo blog, parabens pelo post.Muito bom tudo aqui,
Tenha um feliz dia,
Maurizio
fulguração,
cobrir
de
fogo as
tuas palavras
( se
iniciar
assim
tanto
verão,
beijo
~
...et pourtant, o assombro dos dias. Lindo!
Até breve. Beijinho.
"amanhecer raro este de
assombro de pássaros nos beirais"
A fulguração do poema que contém o mar o mel e os meninos...
Excelente, Maria M. Um beijo.
muito belo...
o deslumbramento dos dias.
beijo
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