16 de Junho de 2009

amanhecer raro este de
assombro de pássaros nos beirais
nos ramos desta primavera tardia
com seu trinado de improviso.

contam histórias de flores à beira da estrada
semeadas pela força de um vento árido
de pinhais imensos dourados
em dias de sol condescendente
e depois as searas tresloucadas
por meio das aldeias brancas
de casinhas térreas e os meninos
girando piões até às nuvens
do mel escorrendo as encostas
por terra arenosa e as dunas
a anunciar o espantoso mar
as reverberações das vagas frias
de borboletas esfusiantes asas lapidadas
e coração inocente de ventos e temporais
do esplendor de uma fulguração quotidiana.

5 comentários:

meus instantes e momentos disse...

lindo blog, parabens pelo post.Muito bom tudo aqui,
Tenha um feliz dia,
Maurizio

~pi disse...

fulguração,

cobrir

de

fogo as

tuas palavras

( se

iniciar

assim

tanto

verão,





beijo





~

Licínia Quitério disse...

...et pourtant, o assombro dos dias. Lindo!

Até breve. Beijinho.

Graça Pires disse...

"amanhecer raro este de
assombro de pássaros nos beirais"
A fulguração do poema que contém o mar o mel e os meninos...
Excelente, Maria M. Um beijo.

heretico disse...

muito belo...
o deslumbramento dos dias.

beijo