30 de Junho de 2009

passeamos os corpos sob o entardecer.
luz difusa em meio das nuvens paradas
consente o olhar na ilusão: céu lápis-lazúli
como se o mar se tivesse espraiado alto
com suas marés de brancura espumosa.
como se vogássemos nas dobras do vento.

um calafrio segreda da vida num respiro.

8 comentários:

hfm disse...

Belíssimo verso com que termina este poema que dá para ler e reler e procurar nas entrelinhas.

AnaMar (pseudónimo) disse...

O céu da cor que gosto num poema que me enche a alma.

Bj

heretico disse...

transmutação do mar em núvem. e calafrio...

belíssimo jogo de palavras. e de sentimentos...

beijo

Ana disse...

Tão próximos o mar e o céu. Lindo!

~pi disse...

sim: passe ando

sim: and ando

sim: part indo

[ vo ando

vo ando ~




beijo, maria

Licínia Quitério disse...

O tempo dos teus poemas tem muito a ver com esse "vogar nas dobras do vento", atento a segredos que hão-de vir, num respiro...num respiro...

Gosto. Gosto.

Beijo.

Vieira Calado disse...

Basta ler o primeiro verso.

Já sabemos onde estamos.

Vemos logo aí a arte.


Bjs

Graça Pires disse...

Como se as marés se sucedessem em nossas veias...
Um belo poema Maria M.
Um beijo.