passeamos os corpos sob o entardecer.
luz difusa em meio das nuvens paradas
consente o olhar na ilusão: céu lápis-lazúli
como se o mar se tivesse espraiado alto
com suas marés de brancura espumosa.
como se vogássemos nas dobras do vento.
um calafrio segreda da vida num respiro.
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8 comentários:
Belíssimo verso com que termina este poema que dá para ler e reler e procurar nas entrelinhas.
O céu da cor que gosto num poema que me enche a alma.
Bj
transmutação do mar em núvem. e calafrio...
belíssimo jogo de palavras. e de sentimentos...
beijo
Tão próximos o mar e o céu. Lindo!
sim: passe ando
sim: and ando
sim: part indo
[ vo ando
vo ando ~
beijo, maria
O tempo dos teus poemas tem muito a ver com esse "vogar nas dobras do vento", atento a segredos que hão-de vir, num respiro...num respiro...
Gosto. Gosto.
Beijo.
Basta ler o primeiro verso.
Já sabemos onde estamos.
Vemos logo aí a arte.
Bjs
Como se as marés se sucedessem em nossas veias...
Um belo poema Maria M.
Um beijo.
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