a varanda de onde contemplo o céu
assim, quase de igual para igual
o céu tão quieto de silêncio
sobre as casas da infância
a infância pedra a pedra rente
às paredes desbotadas no tempo
das interrogações ditas intemporais
as ruas habitam o silêncio ou o ruído
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10 comentários:
aqui o silêncio é mesmo de estrelas.
.
obrigada Maria.
"a infância pedra a pedra" lida no silêncio. Muito belo.
Um beijo.
Das dicotomias do tempo.
e por dentro
todo o sangue
é voz calada
a ser
de novo
céu,
beijo
~
de admiravel efeito poético a "inversão" de significantes no último verso. - "as ruas habitam o silêncio...."
todo o poema é belíssimo.
beijo
Gostei do deu poema.
Realço
"as ruas habitam o silêncio ou o ruído"
Beijinho
o silêncio na lembrança. e o tempo sem ruído. em nós.
beijo
Guardar as casas da infância por entre o silêncio do tempo.
Das varandas da infância "as ruas habitam o silêncio ou o ruído". Muito belo!
Um beijo Maria M.
eu também adorei
e vou voltar para ler belíssima poesia aqui.
Obrigada por dar-se a conhecer.
Um beijo
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