8 de Julho de 2009

a varanda de onde contemplo o céu
assim, quase de igual para igual
o céu tão quieto de silêncio
sobre as casas da infância

a infância pedra a pedra rente
às paredes desbotadas no tempo
das interrogações ditas intemporais

as ruas habitam o silêncio ou o ruído

10 comentários:

isabel mendes ferreira disse...

aqui o silêncio é mesmo de estrelas.



.


obrigada Maria.

Licínia Quitério disse...

"a infância pedra a pedra" lida no silêncio. Muito belo.

Um beijo.

hfm disse...

Das dicotomias do tempo.

~pi disse...

e por dentro

todo o sangue

é voz calada

a ser

de novo

céu,




beijo




~

heretico disse...

de admiravel efeito poético a "inversão" de significantes no último verso. - "as ruas habitam o silêncio...."

todo o poema é belíssimo.

beijo

Vieira Calado disse...

Gostei do deu poema.

Realço

"as ruas habitam o silêncio ou o ruído"

Beijinho

mariab disse...

o silêncio na lembrança. e o tempo sem ruído. em nós.
beijo

Ana disse...

Guardar as casas da infância por entre o silêncio do tempo.

Graça Pires disse...

Das varandas da infância "as ruas habitam o silêncio ou o ruído". Muito belo!
Um beijo Maria M.

maré disse...

eu também adorei
e vou voltar para ler belíssima poesia aqui.
Obrigada por dar-se a conhecer.

Um beijo