os pássaros navegam os cais
em meio dos corpos crespos de lonjura.
gestação do incêndio nos rostos
nos olhares nómadas sobre o mundo.
tragam a rasgos o rumo das marés mudas
reinventam o fado no sangue das casas
na matéria interior da sua solidão.
ofício das asas, velas inteiras de errância.
11 comentários:
belos os nómadas da errância.
Dois poemas de que gostei, e muito.
Ainda há quem lute, de facto.
cada um de nós é navegador desse cais-maior! errantes sim. como se não houvessem portos de abrigo. na falta deles, abrigo-me aqui entre as [tuas] palavras.
beijinhos.
Os "melhores" pássaros
são os do pensamento
porque lhes dão asas
e marés desgrenhadas
A luta dos pássaros que voam
em constante errância...
Olá Maria...belo e profundo o seu poema...gostei muito parabéns!
Obrigada pelas suas palavras. Bjo!
Mais um... bem bonito!
Saudações poéticas
Navegando nas tuas palavras se apaga a solidão.
Tão belo, Maria Manuel!
Um beijo *
Um olhar sentido sobre errâncias várias, traduzidas num elo comum.
Penetrante!
pássaros errantes. no fogo fogo das marés (mudas que sejam...)
belissimo. aqui. sempre.
beijos
Errantes nós, os pássaros, nas casas, nos cais, reinventando.
Poema lindo, dorido, tão verdade!
Beijo grande.
"tragam a rasgos o rumo das marés mudas" Belíssimo!
Um beijo.
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