digamos dos homens que respiram
nas margens daninhas da razão,
que assinam o corpo da terra inteira
por sobre as fracturas expostas da terra.
são muros violentos em resvalar palavras:
cascalho e neblina de espuma encenada.
erosão despenhando-se nos rostos de falência.
como veios vazios, logros na lonjura do rio.
12 comentários:
Do ventre até à foz
que se salvem as águas
desaguem livres
e simples
mas de pé
Um poema melancólico...
Sabemos que o coração não tem margens. É um mar frágil nos olhos desprevenidos dos homens...
Um beijo, Maria Manuel.
"...há que fazer-nos ao mar, antes que sequem os rios"! (Adriano)
gostei muito
beijos
Poema de desencanto com a intensidade que te conheço!
Um beijo, Maria Manuel *
Um lindo Poema!Gostei muito deste cantinho de Poesia que visitei pela 1ª vez.
O desencanto dos homens que o logro violentou.
Há que tentar a outra margem.
Beijinho, Maria Manuel.
simples fissuras de NÓS....!
.
um beijo
«digamos» que esses homens asfixiam o curso espontâneo dos rios em represas de agrura...
Um poema muito bem escrito que nos faz reflectir...beijinho e obrigada pelo carinho!
Os homens são "como veios vazios,logros na lonjura do rio", e não há sinais evidentes de retrocesso na sua predação. Apenas um esgar aqui e ali...
Gostei muito!
melancolico,mas, encerra verdade...
beij
Bem bonito...
como eu já esperava...
Beijinhosss
digamos. e disse. está dito.
obrigada.
mt
Enviar um comentário