as mulheres estugam os baldes
a redundar, para a fornalha
onde os homens batem as brasas
com ramagens órfãs do mato.
alongam as mangueiras os passos
fendendo sulcos impensáveis, como
ribeiros a cada curva na paisagem,
essa gente vestida de labaredas.
rumor último na idade dos troncos
nos rostos calcinados na noite:
pêndulo de vento na poalha de cinza.
8 comentários:
Que reflexão espantosa da tragédia que assolou "essa gente vestida de labaredas". Imagens fortíssimas.
Um beijinho muito sentido, Maria Manuel.
Belo e fundo
Bj
Belo s atento ao que o poeta vê em seu derredor.
rumor último
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Um rumor que pode ser uma melodia.
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Felicidades.
Manuel
Belo,
o seu poema!
Gostei.
Sem reservas.
Bjs
* A sua interpretação do meu "moi"
é, a meu ver, judiciosa,
de quem sabe.
As mulheres vestidas de labaredas hão-de incendiar o coração dos homens que amam para que a vida se torne mais bela.
Um belíssimo poema, Maria Manuel.
Um beijo.
poema de excelência.
pelo tema.
pela arte e talento. teu
beijos
intenso ,belo e ,infelizmente ,actualíssimo este teu poema//metáfora
.
um beijo
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