22 de Setembro de 2010

atravessamos as horas nas páginas abertas
como terra arável em mãos concretas.

da sombra a luz na ordem das ideias,
no instinto das águas, das pedras,
nas nascentes primeiras. metamorfoses

em inteira solidão. da nossa voz,
a madrugada do dia por vir.

6 comentários:

hfm disse...

Todas as madrugadas nas tuas palavras.

gabriela r martins disse...

a excelência metamorfoseada em poema breve




.
um beijo

heretico disse...

como um diamante laminado...
muito belo.

beijos

Graça Pires disse...

"atravessamos as horas nas páginas abertas como terra arável em mãos concretas." Um começo muito belo a indicar-nos que o poema é para reflectir.
Um beijo, Maria Manuel.

Licínia Quitério disse...

Da solidão à esperança, todo um caminho nas tuas palavras férteis.

Beijo, Maria Manuel.

Vieira Calado disse...

Atravessamos as horas

sempre na esperança

de vir um novo dia!

Beijoca