uma mão de sede apoia-se
na cicatriz negra da parede.
uma mão que é corpo
com a secura da parede
o mutismo da parede.
adiante em campo raso
um improviso de tendas, lona
desolada na luta com o vento.
muitas mãos enterraram estacas,
pedaços de madeira cravados na terra.
as nuvens adensam, presságio outro
para a breve respiração dos corpos
perfilados, ainda e o vento.
homens mulheres e crianças
de garras nos baldes
nas caixas de tinta sem tinta
e nos bidões e garrafas
sustêm as horas
para a ração de água.
19 comentários:
Sentimentos ao fundo, a crise com mar à vista...e praia bem longe...
mãos de sede
na boca da água
Belo e profundo
tem tanto de comovente e tão profundo!
obrigada!
um beij
As mãos guardam presságios de intensos desejos...
Um belo poema, Maria Manuel.
Um beijo.
Sempre fantástica, MMR.
Beijinhos
A magnífica forma de dizer as coisas!
Tinha saudades de te ler!
Um beijinho, amiga *
Maria Manuel, um poema belíssimo e de uma humanidade para além da poesia. Diria que há "mãos de sede" porque há mãos que são apenas pele - desumanas.
Palavras pintadas numa tela, que teima em ser real... parabéns pelo teu poema.
Beijinho,
Chris
Encantada com suas poesias! Cheias de significado e belas imagens!
Beijinho
MM
obrigada pela visita.
uma boa semana!
um beij
http://ladocego.blogspot.com/
Gostei da maneira
como aborda o essencial da questão.
Beijocas
água que somos...
beijos
Vim ver se havia novidades...
Bom fim de semana.
Saudações poéticas
Olá, boa noite!
Venho desejar
Feliz Natal
paras si e os seus.
Saudações minhas
Um beijo e Feliz Natal um Ano novo melhor.
beijão Natalício!
e muitas prendinhas...
:-)
que o natal - já passado - tenha sido cheio de poesia e o novo ano ,que se aproxima ,pleno de palavras prontas a moldar.......
felicidades e
.
um beijo
obrigada, muito, pelas vossas palavras generosas e pelos votos de boas festas :)
retribuo, desejando-vos muitas horas felizes em 2011!
beijos.
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