2 de Novembro de 2011

são horas líquidas os sonhos,
correntes d’ instinto que discorrem
da mente ou coração incauto
os medos os segredos oblíquos.

deixemo-los deslizar sem mastro
sem remo as redes da memória
se devagar pousamos o sono
na brancura leve do linho:
somos catarse e horizonte
somos o pano branco da vela
somos o vento que a enleva.
...

6 comentários:

Mar Arável disse...

Excelente palco de palavras vivas

hfm disse...

"somos catarse e horizonte
somos o pano branco da vela
somos o vento que a enleva."

Somos.

© Piedade Araújo Sol disse...

e vamos ao sabor delas

as palavras

beij

~pi disse...

en passant

[ ar de ar

f lu tu ar ]






~






~

Vieira Calado disse...

Algum muito trabalho tem-me afastado dos comentários.
Agora reponho em dia a Leitura.
Beijinho para si!

Licínia Quitério disse...

Somos causa e consequência, nascente e foz. Somos o rio e também o vento. Difícil ser tanto...