a clareira laminada de luz
adensava por dentro do bosque.
era uma nação como jangada
com porão apertado de homens.
as bocas alteradas do medo
da nudez sem vagas ou vento
pediam uma ordem complacente
à esparsa espuma da memória.
a clareira laminada de sombra
adensava pelas leis impuras.
era uma nação como reino
sem inscrição viva na história.
...
9 comentários:
uma sensibilidade muito especial.
Que belo Maria Manuel...
Carinho
amargo. como os tempos!...
e no entanto belo.
beijo
Jangada de pedra
Sombras iluminadas que fazes nascer do fundo da tua sensibilidade.
Levei-o comigo ... lá para o outro lado.
Beijinho e saudades
Olá Maria Manuel
vim num barquinho de papel
soprado a sul
pelo vento da memória
desci a ria
atravessei a cidade até ao mar
e era já outro o país
que em ti te lia
que deixei me ficar na paz
no fundo das palavras
jrg
abraço
Olá, amiga, como está?
Sendo tempo de Natal,
venho simplesmente
desejar-lhe uma
óptima Quadra Natalícia.
Cordiais saudações.
Muita sensibilade , muito bonito!
Obrigada pela visita.
Um abraço
Tulipa
Belo o poema!
Aproveito para lhe enviar os meus votos de
FELIZ NATAL.
cordiais saudações.
Que belo poema, Maria Manuel. Como todos os outros, aliás. Beijo.
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