11 de Dezembro de 2011

a clareira laminada de luz
adensava por dentro do bosque.
era uma nação como jangada
com porão apertado de homens.


as bocas alteradas do medo
da nudez sem vagas ou vento
pediam uma ordem complacente
à esparsa espuma da memória.


a clareira laminada de sombra
adensava pelas leis impuras.
era uma nação como reino
sem inscrição viva na história.
...

9 comentários:

maria azenha disse...

uma sensibilidade muito especial.
Que belo Maria Manuel...

Carinho

heretico disse...

amargo. como os tempos!...

e no entanto belo.

beijo

Mar Arável disse...

Jangada de pedra

Ana disse...

Sombras iluminadas que fazes nascer do fundo da tua sensibilidade.
Levei-o comigo ... lá para o outro lado.
Beijinho e saudades

tem a palavra o povo disse...

Olá Maria Manuel

vim num barquinho de papel
soprado a sul
pelo vento da memória
desci a ria
atravessei a cidade até ao mar
e era já outro o país
que em ti te lia
que deixei me ficar na paz
no fundo das palavras
jrg
abraço

Vieira Calado disse...

Olá, amiga, como está?

Sendo tempo de Natal,

venho simplesmente

desejar-lhe uma

óptima Quadra Natalícia.

Cordiais saudações.

tulipa disse...

Muita sensibilade , muito bonito!
Obrigada pela visita.
Um abraço
Tulipa

Vieira Calado disse...

Belo o poema!

Aproveito para lhe enviar os meus votos de

FELIZ NATAL.

cordiais saudações.

Licínia Quitério disse...

Que belo poema, Maria Manuel. Como todos os outros, aliás. Beijo.