31 de agosto de 2009

LEITURAS # 29

Nenhum regresso está preso às pálpebras.
Explicam-me, por fábulas, que só o que resta
do Verão é sensível à luz - como as ombreiras das
portas ou o restolho batido pela impossibilidade
do vento - e eu acredito.

Alguma coisa há de verdade em tudo isto
(nenhum regresso está preso às pálpebras):
olho por dentro do silêncio e o negrume
é nítido como um grito.

Sandra Costa, «Nenhuma Flor»

9 comentários:

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Raramente comento no meu blog, os comentários que fizeram ao que escrevi.

Mas desta vez, fiz.

Cumprimentos meus

~pi disse...

há tempos de nenhuma flor?...

sim, de facto, muito s,

[ ? há que semeá-las

de va ga ri nho :)









beijO









~

Graça Pires disse...

Este é um livro muito belo da Sandra Costa. Este é um dos belos poemas do livro. "Nenhum regresso está preso às pálpebras"...
Um beijo Maria M.

maré disse...

não sei destes regressos

talvez porque os olhos se perderam no silêncio
.
.
.
muito bonito

e não conhecia

obrigada

um beijo

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

" nenhum regresso está preso às pálpebras» .
Este poema é muito bonito , e por aqui , pelo poema , ficou o gosto de a conhecer ...
Cordialmente
__________ JRMarto

Ana disse...

Olhar por dentro do silêncio, reconhecer o som da solidão.

Gosto muito dos poemas de Sandra Costa. Não conhecia este.
Obrigada, Maria M.
É bom ver-te de volta!
Um beijo.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Boas leituras.Obrigada pela partilha.
Continuação de Boas Fériasssssss

Bjs

manuel disse...

grato. belo poema.

não conhecia nem a obra, nem a autora.

beijo

heretico disse...

Belíssimo poema.

Uma poetisa a ter em devida conta.

Beijo