7 de outubro de 2010

LEITURAS # 34

vai. voa. reaparece vestal e depois

adversária da noite e profética do barro. voa visionária e bíblica
sobre
as páginas d0 indomínio e rente à fala dos que murmuram templária. vai e volta depois. nómada. pura.
desencoberta e diáfana. ser ilha é preciso.

ilha ilha ilha ilha.

_________________________e


tivesse o dia esta cor de plátano meio de seda meio de rendição e finalmente serias o arrasto da claridade. que chega sempre. sem o gosto das semanas e dos meses em que te foram facas o azedume das sílabas.________os mortos vivem fora do escuro enquanto fazemos de conta que somos magnólias negras no chão da noite que se rende ao dia._________rasga-se a folha em espuma e esta em átomos. a luz é um código anacrónico a romper a figura de estilo que é arco e flecha num jogo sem pertença circunscrito ao poder da evocação.
tivesse a vida um deslize de punhos abertos na matéria figural dos astros e mais perto estaríamos do fulgor que é texto dentro do texto das horas.
é hora. de desmultiplicar este herbário que vive no coração. e voltar a ser sorriso. escrevente.
_______________________________

Isabel Mendes Ferreira, in blog PIANO

6 comentários:

Mar Arável disse...

A nossa Isabel

sempre

heretico disse...

a luminosa Isabel! sublime em sua secreta "obscuridade"...

beijos

Vieira Calado disse...

A Isabel,

velha conhecida destas andanças

é uma grande mulher de letras!

Bjs

Isabel disse...

até corei....
bom saber que nos gostam...:(


obrigada aos amigos.

obrigada à Maria Manuel que aqui me "plantou".


beijo.íssimo de terno.


imf

Graça Pires disse...

"Já tive oportunidade e o gosto de ler o livro da Isabel. Belíssimo!
" vai e volta depois. nómada. pura.desencoberta e diáfana. ser ilha é preciso.
ilha ilha ilha ilha."
Uma jóia.

gabriela r martins disse...

é sempre muito bom (re)ler a Isabel ( a diva das palavras )

aqui ,ali ou mais além



.
um beijo às duas