2 de março de 2010

LEITURAS # 32

CASTANHAS & JEROPIGA

Sentemo-nos.

Que o mundo fique à porta

e seja apenas

a vista da janela:

uma araucária e o sol nos prédios.

Traz as castanhas, são as últimas,

e a jeropiga velha.

O melhor é bebermos a garrafa toda

e deixarmos somente cascas,

que Dezembro vai frio

e não sei se haverá

castanheiros para o ano.

Nuno Dempster, blog A Esquerda da Vírgula

10 comentários:

Amélia disse...

Além de amiga. sou «fã» do Nuno Dempster...Bom lê-lo também aqui.

Já teve ocasião de ler Londres, também dele, publicado pela &etc?Pergunto porque a distribuição da editora deixa bastante a desejar...
Abraço

ParadoXos disse...

Maria, recebi o teu tempo e o meu ficou um pouco mais nosso!
lindo poema com tempo dentro

:-)

beijos do
heduardo

nd disse...

Castanhas e jeropiga ficam aqui melhor do que no meu blogue. Muito obrigado pela atenção.

Licínia Quitério disse...

Gosto deste poema e de tantos do Nuno. Obrigada.

maré disse...

desprender o mundo
como quem aquece as mãos do frio do presente que não se escolhe

___

um beijo enorme maria manuel
e obrigada pelos demais abraços

Ana disse...

Beber a poesia de quem a sabe escrever.
Obrigada por trazeres Nuno Dempster... e o seu link.
Um beijo, Maria Manuel.

Graça Pires disse...

Belíssimo poema, como o Nuno Dempster já nos habituou.
Um beijo, Maria Manuel.

Mar Arável disse...

Que belas castanhas

Bj

Teresa Durães disse...

senti o aroma!

hoje venho fazer-te um convite para passares lá no Voando.

heretico disse...

jeropiga ou água-pé?! confesso que hesito ... rss

seja como for, que a garrafa vá até ao fim... hup...hup...

beijo